Leila de Oliveira Labão, 16 anos,
estudante e voluntária em ação social

Eu sempre acreditei que o nosso país – na verdade o nosso mundo, mas me foco no meu país porque acho ilógico buscar ajuda para outros países e deixar o seu próprio abandonado – precisava de mais igualdade. Infelizmente, muitas vezes o governo esquece-se justamente de quem mais precisa de políticas em seu favor, e as mudanças são sempre lentas e graduais. Daí surgiu a ideia de fazer o trabalho voluntário, um desejo que sempre tive. Felizmente, o meu colégio proporciona um grande programa de trabalho voluntário para os seus alunos. Eu escolhi participar do projeto albergue, criado pelos próprios alunos. O projeto consiste em ir a um albergue, onde vivem temporariamente muitos moradores de rua, e procurar, através da arte, dar meios aos seus moradores de se expressarem. Isso porque, em uma cidade grande como São Paulo, fome não é o maior de seus problemas – embora ainda seja um problema – mas eles se sentem incomodados com a sensação de serem constantemente ignorados pela sociedade, invisíveis a todos os que passam pela rua, e com um dos sentimentos que para o ser humano é mais difícil de lidar: a solidão. A ideia do projeto albergue é justamente empoderar essas pessoas, ensinando elas a fazer música, arte, poesia, fotografia e o que mais eles quiserem. Assim, eles teriam a chance de se expressar e fazer a sua voz ser ouvida no meio do caos da cidade. Os resultados foram muito positivos, com aderência cada vez maior dos moradores do albergue às nossas oficinas – que são semanais, às sextas-feiras – e que também nos proporcionou uma convivência com eles. Fizemos amizades com muitos deles, conversamos muito, ouvimos suas histórias. É uma experiência muito boa, porque é um trabalho que funciona como uma troca. Ao mesmo tempo em que estamos dando a eles algo bom – a chance de contar suas histórias e deixarem de ser invisíveis e ignorados – eles nos proporcionam um olhar totalmente diferente sobre nossa cidade, sociedade e estilo de vida. Eles nos dão uma chance de sair da bolha que é a elite e ver o que está acontecendo fora dos nossos meios. Eles nos mostram uma outra realidade, e isso dá muito o que pensar, nos ensina muito sobre o mundo e sobre a política, desmistifica os fatos e quebra preconceitos. É mais do que um ato de caridade: é uma atividade prazerosa, é uma experiência única, é um olhar diferente sobre o mundo. É muito recomendável.

Leila de Oliveira Labão, 16 years-old,
student and social reaponsability volunteer

I have always believed that our country – in fact, our world, but mostly my country, because I find it illogical to try to help other countries and leave your own in need – needs more equality. Unfortunately, the government forgets precisely the people who need it most, and changes can’t help but be slow. That’s why I started getting interested in volunteering. Fortunately, my school offers its students many ways of doing so. I chose to work in a project made by the students, the homeless asylum project. It consists on going on a homeless asylum, where many homeless people live temporarily, and try to give them a chance to express themselves through art. We had this idea because, in a big city such as São Paulo, they usually receive food and starvation isn’t the biggest of their problems. However, they always complain about being constantly ignored by society, invisible to the passerbys. They are haunted by one of the feelings human beings have the hardest time dealing with: loneliness. The idea of the homeless asylum project is to empower these people by teaching them to make music, draw, write poetry, take photographs, and whatever else they might want to, so they get a chance to express their feelings and be heard in the chaos of the city. The results have been wonderful. Each new workshop – which we do every Friday – has more and more people attending to it. And it has given us the opportunity of getting to know them. We made friends with many people, talked a lot, listened to their stories. It’s a nice experience because it’s an exchange: while we are giving them the chance of telling their stories, they give us the chance to look at the world we live in – it’s society, the city and our lifestyle – from a different perspective. They give us a chance of getting out of the higher classes bubble and see what’s happening outside of our world. They show us a different reality, give us a lot to think about, teach us about the world and politics, demystify their lifestyle and destroy our prejudices. It’s more than just an act of charity: it’s an enjoyable activity, a different experience, a different view of the world. It’s very advisable to try.


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